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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

MEC endurece discurso e ameaça fechar cursos de medicina mal avaliados

O governo federal decidiu apertar o cerco contra faculdades de medicina com baixo desempenho. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que instituições mal avaliadas poderão perder autorização para realizar vestibulares, ampliar vagas e até continuar funcionando, caso não apresentem avanços concretos na qualidade do ensino.

A medida é baseada nos resultados do Enamed, exame aplicado pelo MEC para avaliar a formação médica no país. Dos 304 cursos analisados, 99 receberam notas 1 ou 2, consideradas insuficientes. Em muitos deles, menos de 60% dos alunos atingiram o nível mínimo exigido, o que levantou um sinal de alerta no Ministério da Educação.

No Rio Grande do Norte, a avaliação revelou contrastes. A UFRN obteve o melhor desempenho, com nota máxima. Em seguida aparecem UERN, Ufersa e Universidade Potiguar (UnP), todas com conceito 4. Já a Facene, localizada em Mossoró, ficou com nota 2 e entrou no radar do MEC.

Segundo Padilha, a iniciativa representa um freio na expansão desordenada dos cursos de medicina. “Quem não entregar qualidade não vai continuar abrindo vagas ou formando médicos”, afirmou o ministro, destacando que o foco é proteger a população e elevar o padrão da formação profissional.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) também acompanha a situação. A entidade avalia que mais de 13 mil estudantes podem enfrentar dificuldades para obter o registro profissional, mesmo após concluir a graduação.

Especialistas alertam que o crescimento acelerado de cursos, principalmente no setor privado, sem fiscalização adequada, tem colocado em risco a qualidade da assistência médica no país.

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