Um ataque aéreo conjunto conduzido por forças dos Estados Unidos e de Israel atingiu uma escola no sul do Irã, deixando pelo menos 40 mortos — a maioria crianças — e dezenas de feridos, de acordo com o relatório das agências estatais iranianas.
A cidade de Minab, na província de Hormozgan, foi um dos pontos impactados pela operação militar lançada neste sábado, que também incluiu bombardeios em outras regiões do país. A escola atacada era frequentada por meninas, e equipes de resgate trabalham para retirar sobreviventes dos escombros e prestar socorro às vítimas.
Até o momento, nem Washington nem Tel Aviv forneceram detalhes públicos sobre os motivos específicos que os levaram a lançar essa ofensiva ou se havia um alvo militar nas proximidades da instituição educacional. Contudo, fontes oficiais citadas pela imprensa internacional apontam que a ação faz parte de um esforço mais amplo para atingir posições estratégicas e líderes iranianos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pronunciamento nas horas seguintes ao ataque, incentivando o povo iraniano a “assumir o controle do governo” — um chamado que sugere intenções de enfraquecer o regime político que dirige o país desde 1979.
A resposta de Teerã foi imediata: autoridades iranianas informaram que forças armadas do país lançaram mísseis e drones contra posições militares israelenses, levando a alertas e sirenes em diversos estados da região, além de relatos de explosões em países vizinhos e bases militares americanas no Golfo.
A crise provocou ainda o fechamento de espaço aéreo em vários países e aumentou o receio de que o conflito se estenda além das fronteiras iranianas, afetando a estabilidade geopolítica e as rotas comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz, uma das vias mais estratégicas do comércio mundial de petróleo.
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