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sábado, 28 de fevereiro de 2026

PF, STF e CPMI avançam sobre Lulinha em apuração de fraudes no INSS

Filho de Luiz Inácio Lula da Silva passa a ser alvo simultâneo de investigações após surgirem indícios de ligação com operador do esquema. 


Pela primeira vez desde que o pai voltou ao Palácio do Planalto, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, passou a enfrentar investigações em três frentes ao mesmo tempo: Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal e a CPMI que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

A pressão aumentou após a CPMI aprovar pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal e, paralelamente, o STF autorizar a PF a acessar os dados financeiros do investigado. A apuração busca esclarecer se Lulinha teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

Segundo os investigadores, mensagens trocadas entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger levantaram suspeitas sobre repasses financeiros que teriam como destino indireto o filho do presidente. Há indícios preliminares de pagamentos mensais elevados, que, de acordo com a PF, poderiam estar ligados à facilitação de acesso a locais estratégicos em Brasília — versão negada pelas defesas.

A sessão da CPMI que aprovou as medidas foi marcada por tumulto e acusações de irregularidades na condução da votação. Mesmo sob questionamentos de parlamentares da base governista, o presidente da comissão solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras relatórios de inteligência financeira envolvendo Lulinha. O pedido partiu do relator Alfredo Gaspar.

No STF, o ministro André Mendonça autorizou a quebra de sigilo a pedido da PF antes mesmo da decisão da CPMI. A corporação investiga a hipótese de repasses periódicos feitos por Antunes ao filho do presidente por intermédio de uma pessoa próxima.

A defesa de Lulinha afirma que ele não participou de fraudes no INSS, contesta a necessidade da quebra de sigilo e diz estar tranquila quanto ao conteúdo dos dados bancários. Em 2022, ele já havia sido alvo de investigação na Lava Jato, posteriormente arquivada pela Justiça Federal de São Paulo.

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